quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Ídolo do Nottingham Forest dos anos 90 tem reunião com Fawaz Al Hasawi

Stan Collymore foi atacante do Forest nos anos 90. Jogou de 1993 a 1995. Em 65 jogos, marcou 41 gols e encerrou sua carreira em 2001. Recentemente, em suas redes sociais vinha mostrando muita preocupação com a venda frustrada do clube e mobilizando os torcedores para protestar.

Como uma forma de mostrar sua insatisfação, conseguiu uma reunião no dia de hoje com Fawaz. Abaixo segue alguns trechos de sua visita:

"-Nesta terça, dia 24 de Janeiro tive um encontro com o proprietário do Nottingham Forest, Fawaz Al Hasawi em Londres".

"-Três anos atrás na rádio, eu discuti com a diretoria sobre os rumos que este clube no qual tenho muito orgulho de ter jogado há 20 anos atrás estava tomando, assim como aqueles que investem seu dinheiro torcendo pelo Forest nesses anos e fiquei preocupado".

"-Muitos sabem do meu desprezo pelo atual jeito de se obter um clube no futebol Inglês, então eu assisti e escrevi diversas ideias, visitei 15 clubes nos últimos 3 anos para achar quais clubes fazem o certo e quais fazem o errado. Estava pensando em escrever um livro".

"-Southend, Aston Villa e Nottingham Forest em particular possuem dificuldades com seus proprietários, levando-os a uma preocupante desaceleração de seu dinheiro. Então, quando tivesse a oportunidade de conhecer Tom Fox no Aston Villa ou Fawaz no Forest, eu estaria preparado para argumentar".

"-Sobre a reunião com Fawaz: Eu queria conhecê-lo o tanto queria ajudar o clube a progredir. Sabendo de todos os detalhes da negociação de venda com Jay Moores e percebendo a rejeição dos torcedores do Forest, eu queria conhecê-lo, olhar no olho e oferecer em ajudar o clube, qual fosse quem estivesse à frente".

"-Isso para mim significaria um papel no clube onde eu possa provar o que posso fazer. Darei detalhes mais tarde".

"-Minha informação é que o consórcio americano ofereceu 30 milhões de libras para comprar o clube. Estava nos noticiários de que Fawaz queria 50. Eu perguntei a ele: Você tem dinheiro e você quer continuar no Forest?".

"-Sim! Veio em um tom meio forçado".

"-E o que aconteceu com o caso de Jay Moores? Ele sugeriu em responder que tinha ficado com as mãos atadas. Na minha opinião, ambos os lados estavam jogando valores para aproximar o acordo, até que em certo momento. Jay Moores desistiu".

"-Seja como for e de quem for a culpa, acredito que Fawaz sentiu que Moores estava pedindo-lhe para financiar a compra em um período maior, algo que ele não estava preparado para fazer".

"-Além da renião, foi me dito por telefone de que mais cedo, Moores havia feito uma oferta maior que não chegou diretamente a Fawaz. Pra ser honesto, não me preocupei muito em ficar descobrindo quem falou o quê e quem fez o quê. Tudo que eu sei é que Fawaz não ficou agradado com a forma de pagamento proposta. Talvez não tenha sido de boa fé".

"-Estou ansioso para esclarecer esses pontos com o Moores nos próximos dias. Então eu voltei ao assunto e sugeri alguns argumentos. Se Fawaz ficar em curto ou médio prazo, o clube precisa preencher posições chave imediatamente, ou enfrentar o rebaixamento que seria uma tragédia ainda pior, tornando-o um clube menos atrativo do que é agora".

"-Depois de vários 'você precisa fazer isso' prontos, algumas respostas como 'estamos realizando entrevistas para preencher essas posições, mas pode demorar até dois meses'. Rebati dizendo que isso é necessário para ontem. Em outras palavras: deixe profissionais do ramo fazerem seu trabalho, sem medo de ser minado".

"-Além disso, sugeri que fosse algo de grande prazo, não uma contratação de 6 meses. O Fato é que tivemos muitas entradas e saídas de profissionais nesses 4 anos e que muitos eram profissionais excelentes que foram mal aproveitados".

"-Fawaz é, na minha opinião, um sonhador. E seu sonho ainda é ver o clube uma divisão acima. Mas eu acredito que, de acordo com a reunião, para que o objetivo seja cumprido, um bom proprietário precisa saber seu lugar mais do que ter boas intenções e boa vontade, sem ser uma figura ditadorial'.

"-Na minha opinião, a direta comunicação entre Fawaz, jogadores e comissão via texto ou ligações tem um objetivo nobre de criar uma família unida com a ideia de compartilhar o sucesso. Contudo isso soa pouco profissional. O proprietário deve delegar profissionais que façam essa intermediação, caso contrário qualquer assunto pode chegar ao proprietário e ocupá-lo, tornando o clube uma bagunça. E isso acontece constantemente".

"-Perguntei a ele sobre os investimentos, onde ele colocou o dinheiro - uma preocupação que todos os torcedores possuem. Eu entendi que dinheiro não é um problema. Fawaz disse-me que seu desejo original era ter um parceiro (como foi proposto com o dono do Olympiakos) no qual Fawaz fosse sócio de uma pequena porcentagem, mas isso foi descontinuado após as conversas".

"-Disse a ele que que gostaria de ver um diretor esportivo que supervisionasse o elenco, olhasse as necessidades da Academia de jogadores, criando uma rede de escuta e que trabalhasse com o diretor de futebol para facilitar as necessidades do treinador principal e da equipe. Ele me disse para eu colocar todas minhas sugestões em um papel escrito".

"-Coloquei na mesa vários nomes que poderiam assumir a função de CEO, de executivo, de técnico, mas sem externar nomes publicamente pois não queria exercer uma pressão de reconhecimento pelo que sugeri. Percebi que Fawaz entendeu a urgência do assunto e que isso precisa ser definido rapidamente".

"-Perguntei sobre Burke, Lansbury e o dinheiro que foi emprestado antes do desacordo com Moores. Ele disse que do dinheiro de Burke, foi colocado à disposição de Phillippe Montanier cerca de 6 milhões de Libras para serem gastos com contratações e que ele não quis usar. Pessoalmente, achei uma farsa, pois nunca vi um técnico que rejeitasse gastar um dinheiro com contratações, mas foi isso que ele disse".

"-Ele também mostrou insatisfação com a qualidade de alguns jogadores contratados nessa época, mas de qualquer modo ele possui culpa, pois assinou os papéis. Outro ponto em que toquei foi de que ele deveria escutar menos os empresários que ficam oferecendo jogadores questionáveis em condições facilitadas. Os torcedores não irão perdoar se você gastar 6 milhões em jogadores fracos. Uma outra parte do dinheiro, cerca de 2,8 milhões foi gasta com salários de jogadores".

"-Acredito que Fawaz escutou atentamente todas minhas alegações. Acredito que ele ficará no clube num curto/médio prazo, mas agora tentando delegar poderes à outras pessoas. Alguns hábitos demoram para morrer, afinal ele argumentava que certas coisas foram realizadas mesmo sem a presença de um CEO. Isso pode ser verdade, mas em um longo prazo com alguém profissional, o clube poderia ter se beneficiado muito mais".

"-Eu terminei a reunião como cheguei, dizendo que não estava lá para ser um amigo ou um confidente, Estava lá, pois queria ajudar o clube a ir bem e todos os funcionários que chegassem daqui em diante deveriam ter essa mentalidade".

"-Nos próximos dias eu irei colocar pra ele o plano detalhado, com nomes, pessoas que estão prontas para comandar o Forest no qual os torcedores terão orgulho, se sentindo confortáveis de que o clube agora está em boas mãos. Sou experiente o suficiente para detectar cada rosto no clube que talvez precisem olhar para um novo desafio, como em algumas posições do campo em que estamos mal servidos".

"-A menos que Moores ofereça os tais 50 milhões de Libras, ou que algum Chinês chegue com seu dinheiro, acredito que Fawaz sente que tem a paixão, recursos e planos para finalmente mover o clube para cima".

"-Eu não acredito nessa visão, a menos que com um coerente plano, se faça rapidamente as alterações necessárias, bem como a contratação do CEO para montarmos um time. A briga contra o rebaixamento é uma realidade, então é bom os jogadores saberem que no próximo verão o clube poderá finalmente se tornar estável, pronto para o sucesso".

"Eu acredito que Fawaz tenha me escutado, eu acredito que escutou, mas no final de tudo, as ações dizem mais do que as palavras".

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