domingo, 5 de março de 2017

Especial: Nottingham Forest no Mundial de Clubes


Como todos sabem, o Nottingham Forest foi bi campeão europeu em 1979/1980. Mas pra variar com equipes europeias, o torneio que vem a seguir não é valorizado por eles, enquanto as equipes sulamericanas o tratam como o torneio mais importante que um clube pode ganhar. E isso já acontecia naquela época.

Quando ganhou sua primeira Champions League em 1979, o Nottingham Forest deveria ter participado da competição e enfrentado o Olímpia do Paraguai, atual campeão da Libertadores em 1979. Até aquele ano a decisão era jogada em 2 partidas, uma no país de cada equipe. Portanto o Forest deveria jogar no Paraguai e depois na Inglaterra.


Porém o Forest rejeitou o torneio e não participou. O Motivo? A violência dos Sulamericanos. Sim, desde que foi criada em 1960, o torneio foi marcado por diversas partidas em que os sulamericanos exageraram na violência contra os europeus. Diversos casos de jogadores de times europeus que saiam ensanguentados de campo e tinham a conivência dos juízes. E pra piorar, em caso de empate em duas partidas, uma terceira partida era realizada, deixando os Europeus ainda mais descontentes. Na foto abaixo, o jogador do Milan era atendido após disputa contra o Estudiantes no Mundial de 1962,


Pra se ter uma ideia, nos anos de 1970 a 1980 das 10 edições que foram realizadas, em 7 delas os clubes europeus que foram campeões desistiram de jogar a final do Mundial. A UEFA fazia jogo duro e desvalorizava o torneio, criticando as equipes sulamericanas e seu jogo desleal. Com isso, o vice campeão era chamado para realizar a partida como uma forma de diminuir a imagem do torneio.

Portanto em 1979, ao invés do Forest enfrentar o Olímpia do Paraguai, foi o vice campeão europeu Malmo, da Suécia o time que enfrentou o desafio. Na primeira partida na Suécia, o Olímpia venceu por 1x0. Na volta no Paraguai, outra vitória por 2x1 e o Olímpia era campeão do torneio.


Já em 1980 após a sua segunda Champions League, houve uma reformulação no Mundial de clubes. Deixaram de lado as 2 partidas para se jogar em um jogo único em um país neutro, no caso o Japão. Entrava em cena o patrocínio da Toyota e um bom dinheiro de premiação. Com isso, a FIFA acreditava que as equipes europeias deixariam de desistir do torneio e levariam suas equipes campeãs para o torneio. Mas nem tudo eram flores.

As equipes europeias continuavam a desvalorizar a competição. Dessa vez o argumento era que o país era muito longe. Porém deixaram de enviar suas equipes "vice campeãs" e começaram a encarar as partidas também para promover o futebol no Japão que naquela época era inexistente. Inclusive, em 1980 quando o Forest participou, um membro da diretoria dos Reds afirmou que só levaria 14 jogadores para o Japão e que estaria indo pro torneio pelo contrato e encararia como um "amistoso comercial". Inclusive disse que uma derrota ali seria menos impactante do que perder um jogo contra o Bristol City pela Copa da Liga Inglesa.



Com tamanho desinteresse, o Nottingham Forest entrou em campo para enfrentar o Nacional do Uruguai, atual campeão daquele ano na Libertadores em Fevereiro de 1981. Se houve desinteresse ou não, o Forest foi com o que tinha de melhor e perdeu dos uruguaios por 1x0.




O Forest foi com força máxima como podem ver: =P

No youtube é possível encontrar o jogo completo da partida. A transmissão dos japoneses é meio bizarra e engraçada, mas vale a pena dar uma olhada. Independente de ter vencido ou não, é difícil imaginar que Brian Clough iria pra uma partida com total desinteresse para perder. O Clube, que colecionou taças nessa época poderia ter, sem dúvida, colocado um Mundial (Ou Intercontinental como quiserem chamar) em sua galeria de troféus.


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