domingo, 17 de setembro de 2017

5 coisas que aprendemos com as derrotas do Nottingham Forest


*Artigo retirado do site Nottingham Post:

O Português Diogo Jota marcou duas vezes ao bater o Forest no City Ground em um dia em que mais erros do time da casa contribuíram com o resultado. O Wolverhampton, que marcou no início do segundo tempo viu o empate acontecer antes de que um erro fatal causasse o segundo gol apenas 6 minutos depois do gol de empate.

A derrota foi a segunda em casa seguida - a primeira foi contra o Leeds antes da parada da data Fifa. Essas derrotas nos fizeram aprender 5 coisas que precisamos relembrar nas derrotas:

1-A Perspectiva permanece importante
Um verão de mudanças e otimismo foram implantados em alto nível no City Ground, tanto fora quanto dentro de campo. O Forest foi um clube que ficou na Championship por um fio na última temporada e começou a temporada seguinte de maneira brilhante - lembre-se que ainda estamos em Setembro e nem chegamos aos 10 jogos de 46 no campeonato.

Sim, o segundo tempo contra o Wolves não foi dos melhores. E conceder outro gol em apenas dois minutos após o intervalo ajudou a causa - mas eles estavam enfrentando um bom time que gastou muito dinheiro nesse verão. Todos os reforços do Forest custaram no total cerca de £5M mais ou menos, já o Wolverhampton investiu £15M. Nem tudo é sobre o dinheiro e o valor dos jogadores, mas em momentos chaves, o nível de qualidade dos jogadores mais caros são mostrados.

Iniciar a rodada com 12 pontos em 7 jogos representa um bom início para o Forest; e ter 12 pontos em 8 jogos ainda é um preço justo para um clube que teve uma grande mudança de comando dentro e fora de campo. Isso tudo leva um período de ajuste, com jogadores aprendendo o que esperar um do outro e o que é esperado do técnico que é relativamente novo no futebol e no clube, estando no comando do time apenas desde março.

A paciência precisa ser exercitada pela torcida e isso no futebol moderno não vem tão fácil. Nós sabemos que construir sólidos times e criar uma identidade leva tempo.

2-Liam Bridcutt, o meia "faz tudo".
A ausência de David Vaughan faz um grande buraco no meio campo, coração do esquema tático do Forest. O Galês é de fato uma peça importante no motor do time. Ainda bem, o Forest contratou Liam Bridcutt. Ele é um homem que tem essa habilidade de fazer o trabalho sujo no meio campo e ainda permitir que os jogadores ataquem com qualidade.

Sem o Vaughan, o Forest precisa de um meia "faz tudo" e esse jogador está começando a mostrar isso. Contra o Wolves ele mostrou que pode oferecer isso a frente dos 4 zagueiros e ainda permitir que McKay tenha espaço e tempo para criar jogadas. Bridcutt ainda está se adaptando ao novo clube. Será interessante de ver como ele se adaptará quando Vaughan retornar ao time. Você espera que Warburton tente escalar os dois no meio, pois francamente, é preciso. No lugar de quem? Essa é a grande questão. Tirar Bouchalakis e colocar McKay no time no sábado mostrou que Warburton tem uma ideia diferente e que dificilmente será mudada.

3-Ben Brereton teria maior influência no meio.
Ver o jovem Inglês na seleção do país é um grande motivo de orgulho. O que nós não estamos ainda convictos é de vê-lo jogando pela direita. Você pode ajudar na marcação, mas quando sentir que sua eficiência tem sido anulada, é preciso haver um consenso de que algo precisa ser mudado.

Alguns torcedores dizem que ele deve ser o centro avante e eu não discordo, porém também tenho dúvidas de que ele também seria um grande jogador jogando pelo meio. Isso é pouco provável de acontecer, pois Warburton mostrou que prefere vê-lo mais pelas pontas. Mas também seria interessante uma formação com ele e Murphy, juntos, como centro avante, principalmente nos jogos em casa. Certamente ele poderia crescer mais jogando com Murphy.

4-Passes
O Forest não é um time abençoado com grande quantidade de passes, especialmente quando Carayol não está em campo. Eles realmente tem dificuldades de passes longos e tabelas. Com Carayol em campo, os passes foram mais diretos e mais incisivos. Por longos períodos contra o Wolverampton, isso não acontecia.

O que os jogadores precisam fazer melhor é assistir ao VT do jogo e se espelharem no que os adversários fizeram com e sem a bola, como eles pressionaram como um time e como eles atacaram em bloco. O passe deles foi incisivo, já o passe do Forest foi muito ponderado e isso causava problema quando o time estava sem a bola. O Forest tem um estilo muito claro de jogar e esse jeito melhoraria muito se os passes fossem melhores.

Osborn e Dowell que são dois bons jogadores com esse quesito tiveram péssimos dias nesses últimos jogos e isso também contribuiu para a queda do time que frustrou sua torcida no sábado.

5-Erros que custaram pontos
Infelizmente para o time, a cada erro cometido tem sido uma punição. Seja por culpa de Smith na saída de bola contra o Sheffield Wednesday, ou por Ben Osborn que entregou a bola no meio campo na jogada em que Jota marcou o gol da vitória dos Wolves.

Esses erros precisam ser erradicados pois estão custando caro e pontos perdidos nos jogos. Jogadores cometem erros, eles são apenas humanos, mas precisam estar mais alertas ao perigo. Jogar do jeito que o Forest joga causa riscos. Há certas jogadas que precisam passar sem erros, portanto eles precisam ser bravos com ou sem a bola e esse exercício é um senso comum de que precisa ser praticado.

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