sábado, 19 de janeiro de 2019

Não tem milagre: Nottingham Forest 0x1 Bristol City


O "Miracle Men" como é chamado, Martin O'Neil não estreou muito bem pelo Nottingham Forest. Em um estádio abarrotado com quase 29 mil pessoas, mais uma ver o Forest teve uma atuação muito abaixo da crítica e mesmo com a troca de técnico, pareceu não responder.

O'Neil mudou a formação do time, atuando numa espécie de 4-3-3 com Lolley, Grabban e Murphy jogando juntos pela primeira vez na temporada. Na zaga, a estreia do tunisiano Benalouane ao lado do improvisado Robinson, enquanto Osborn era deslocado para a lateral. Carvalho, que vinha fazendo fracas atuações ficou no banco novamente.

Independente de jogadores que estavam em campo, aquela famosa urucubaca que ronda os jogadores no atual momento se manteve presente. No primeiro tempo, pouquíssimas chances do Forest. A mais perigosa com Lolley que desviou um cruzamento e a bola passou perigosamente no canto. Já o Bristol ameaçava mais e Pantilimon foi mais exigido com pelo menos 3 defesas difíceis.

Na segunda etapa, muita pouca coisa mudou. A melhor chance do time foi uma cabeçada que não pegou certeira de Benalouane em um escanteio. O jogo deu uma esfriada e O'Neil promoveu a entrada de Guedioura no lugar de Yacob. No lance seguinte da alteração, o gol do Bristol saiu. Aos 25 minutos, Diedhiou finalizou de direita após cruzamento rasteiro e abriu o placar.

O'Neil então tentou mudar mais uma vez, colocando Gil Dias no lugar de Cash e ficando com 4 jogadores de frente e o time foi para o abafa. Algumas chances foram criadas sob os pés de Guedioura e Grabban.

Pelo visto, o efeito técnico novo não teve grande diferença logo de cara. Resta saber quais serão os próximos passos da diretoria. Agora que estamos em Janeiro, reforços são muito necessários principalmente no setor defensivo e de criação.

Com a derrota o Forest despencou na tabela e agora é apenas o 12º colocado, 7 pontos de distância do G6. Acreditamos que o time não briga mais por acesso após essa sequência de maus resultados a não ser que algo mude da água para o vinho e uma sequência numerosa de vitórias aconteça.

Palavra do técnico:

- Eu acho que o time tentou no primeiro tempo, talvez era o esperado. Talvez eles estavam um pouco ansiosos e tentando impressionar o novo técnico, algo assim. Eu acho que ficamos atrás boa parte do jogo e o Bristol controlou a maioria do jogo

- No segundo tempo eu acho que melhoramos, tivemos algumas chances mas não fazemos, quem sabe se tivesse aproveitado o resultado seria diferente. É uma curva de aprendizado pra mim.

- Amei estar de volta aqui, tem sido surreal o apoio nos últimos dias. Eu praticamente não tive tempo de respirar. Cheguei na terça, tivemos dois dias de treinos e depois já era o jogo. Eu estava ansioso para começar, apesar da derrota é uma oportunidade de tirar essa ansiedade da frente. Em termos de atmosfera e receptividade, estou honrado.

Com o futebol que apresentamos e os problemas defensivos, o sonho de um G6 vai ficando bem distante. Se não for realizada boas contratações até o fim de janeiro (e digo aqui contratações CERTEIRAS sem apostas de portugueses ou apadrinhados do proprietário grego), o Forest ficará mais um ano na Championship, o 20º ano fora da Premier League.

Como o Forest não vem dando pinta que briga mais por playoffs, por ora suspenderemos aquelas nossas contas rodada a rodada, pois não faz sentido mais. Quem sabe quando o time voltar a jogar ou numa próxima temporada quando o otimismo voltar.

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